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Glândulas salivaresParótida e glândulas salivares em Florianópolis
Investigação de nódulos na lateral do rosto, tratamento do cálculo salivar e cirurgia das glândulas salivares quando ela é indicada, com atenção aos nervos da face e da língua.
Atendimento pela Unimed Florianópolis · CRM-SC 17443 · RQE 16635

Resumo rápido
- As glândulas salivares maiores são a parótida (na frente da orelha), a submandibular (embaixo da mandíbula) e a sublingual. O nervo facial passa por dentro da parótida.
- A maior parte dos tumores de parótida é benigna, mas alguns são malignos. Exame, imagem e punção orientam a conduta, e a cirurgia se chama parotidectomia.
- O cálculo salivar costuma causar inchaço e dor embaixo do queixo na hora de comer. Muitos casos começam com tratamento sem cirurgia.
- Quando é preciso operar, há caminhos diferentes: retirar o cálculo pela boca, técnicas com endoscópio quando indicadas, ou retirar a glândula.
- Os nervos do rosto e da língua são o principal cuidado, e os riscos de cada caso são conversados antes.
Quais são as glândulas salivares e o que costuma aparecer nelas
São três pares de glândulas maiores e centenas de glândulas pequenas espalhadas pela boca. Os problemas que mais levam à consulta são estes:
Parótida
A maior delas, na frente e um pouco abaixo da orelha. O nervo facial, que move os músculos do rosto, passa por dentro dela. É onde aparece a maior parte dos tumores de glândula salivar, a maioria benigna.
Submandibular
Fica abaixo do ângulo da mandíbula e drena no assoalho da boca, ao lado do freio da língua. É a glândula mais atingida por cálculos (pedras de saliva) e por inflamações de repetição.
Sublingual e glândulas menores
Podem formar cistos e, mais raramente, tumores. O exame da boca e do pescoço mostra de onde vem cada alteração.
O que costuma trazer o paciente à consulta
Apareceu uma bolinha na frente da orelha que não dói e não some.
O ultrassom falou em tumor de parótida e eu não sei se é grave.
Toda vez que vou comer, incha embaixo do queixo e começa a doer.
Já usei antibiótico duas vezes este ano para a mesma glândula.
A tomografia mostrou uma pedrinha e eu não sei se preciso operar.
Tenho medo de a cirurgia mexer no movimento do meu rosto.
Nem todo caroço perto da orelha ou embaixo do queixo vem de uma glândula salivar. Linfonodos (ínguas), cistos de pele e infecções de dente aparecem nas mesmas regiões, e o exame diferencia cada um.
Nódulo na parótida: investigar antes de operar
O caminho costuma incluir exame do rosto e do pescoço, ultrassom, e ressonância magnética ou tomografia quando o nódulo é maior ou mais profundo. A punção com agulha fina (PAAF) ajuda a distinguir os tipos de tumor, embora nem sempre dê a resposta final.
A cirurgia, chamada parotidectomia, é discutida principalmente em tumores benignos que crescem ou incomodam, em nódulos com suspeita de malignidade e em inflamações da glândula que não melhoram com tratamento clínico. Alguns tumores benignos, como o adenoma pleomórfico, tendem a continuar crescendo devagar, e por isso muitas vezes se recomenda a retirada em vez de apenas observar.
Parotidectomia superficial
Retira a parte da glândula que fica por fora do nervo facial. Permite ver e proteger os ramos do nervo durante toda a operação.
Ressecção parcial com margem
Em nódulos pequenos e bem localizados, retira o tumor com uma margem de glândula ao redor, sem remover a camada inteira.
Parotidectomia total
Retira também a camada profunda da glândula, quando o tumor alcança essa região. O nervo facial é preservado sempre que possível, e qualquer situação diferente é conversada antes.
A cirurgia é feita com anestesia geral, por uma incisão que começa na frente da orelha e desce para uma dobra do pescoço. O material retirado vai para análise. Quando o laudo mostra tumor maligno, o tratamento pode incluir outras etapas, planejadas caso a caso com os demais profissionais envolvidos.
Cálculo salivar: o que se tenta primeiro e quando operar
Cálculos salivares (sialolitíase) são pequenas pedras de sais minerais que bloqueiam a saída da saliva. O sinal típico é inchaço e dor embaixo do queixo na hora de comer. O diagnóstico vem do exame da boca e do pescoço, do ultrassom e, para pedras pequenas ou profundas, da tomografia. Quando o cálculo é pequeno e não há infecção ativa, o tratamento costuma começar sem cirurgia, sempre com orientação médica:
- Hidratação frequente ao longo do dia, para manter a saliva fluindo.
- Calor local e massagem suave da glândula, no sentido da boca.
- Estímulo da saliva com gomos de fruta cítrica ou balas azedas, para ajudar o cálculo a sair.
- Anti-inflamatório e, se houver infecção, antibiótico, prescritos pelo médico.
Não tente retirar o cálculo em casa, com agulha ou outros objetos. Isso pode lesar o canal e piorar o quadro.
Retirada do cálculo pela boca
Quando a pedra está no canal, perto da saída, ela é retirada por uma pequena abertura no assoalho da boca, preservando a glândula e sem cicatriz externa.
Técnicas com endoscópio
Usam um endoscópio fino dentro do canal salivar. A indicação depende do tamanho e da posição da pedra e dos recursos do hospital onde a cirurgia será feita.
Retirada da glândula submandibular
Quando o cálculo está dentro da glândula, quando ela fica endurecida por inflamações repetidas ou quando há tumor. A incisão fica em uma dobra abaixo da mandíbula, e as outras glândulas continuam produzindo saliva.
Na consulta, o Dr. João explica qual caminho se aplica ao seu caso e o que está disponível no hospital onde a cirurgia pode ser realizada.
Como costuma ser a recuperação
Os períodos são aproximados. A retirada do cálculo pela boca costuma ter recuperação mais curta do que a retirada de uma glândula.
Na parotidectomia, internação curta, com curativo e às vezes um dreno fino por 1 a 2 dias. Na retirada pela boca, a alta costuma ser no mesmo dia.
Inchaço, dor leve e dormência perto da orelha ou na língua são esperados. Dieta pastosa e fria nas cirurgias pela boca. Evitar esforço e dormir com a cabeça elevada ajuda.
Volta às atividades no ritmo liberado no retorno. Se houve fraqueza no rosto, ela é acompanhada de perto. O laudo do material retirado é discutido.
A dormência melhora devagar e a cicatriz amadurece. Dependendo do tipo de tumor, o acompanhamento continua por meses ou anos.
Riscos das cirurgias de glândulas salivares, explicados com clareza
Os nervos que passam junto das glândulas são o principal cuidado. A chance de cada risco depende do tamanho e da posição do tumor ou do cálculo e de cirurgias anteriores no local.
Fraqueza do nervo facial
Na cirurgia da parótida, pode ocorrer em parte dos casos e costuma ser temporária, melhorando em semanas ou meses. A perda definitiva é incomum e mais provável em tumores grandes, profundos ou junto ao nervo.
Dormência na orelha
Um nervo sensitivo da orelha pode ser afetado na parotidectomia. A dormência é frequente e melhora com o tempo.
Suor ao mastigar
A síndrome de Frey provoca suor e vermelhidão na bochecha durante as refeições. Pode surgir meses depois e tem opções de tratamento.
Nervos da língua e do lábio
Na cirurgia da submandibular, o nervo da sensibilidade da língua e um ramo que move o canto do lábio ficam próximos. Alterações costumam ser passageiras.
Líquido, sangramento e infecção
Saliva ou líquido podem se acumular sob a pele, e pode haver sangramento ou infecção. São observados e tratados quando surgem.
Volta do tumor ou do cálculo
Alguns tumores, como o adenoma pleomórfico, podem reaparecer anos depois. Quando só o cálculo é retirado, a glândula pode formar novas pedras.
Procure atendimento sem esperar a consulta se houver
- Febre junto de dor forte e inchaço que cresce embaixo do queixo, na lateral do rosto ou no assoalho da boca;
- Dificuldade para abrir a boca, engolir ou respirar;
- Nódulo que cresce depressa, dói de forma intensa ou deixa a pele avermelhada;
- Depois da cirurgia: aumento rápido do inchaço, sangramento pelo curativo ou febre.
Se a fraqueza do rosto aparecer de repente, junto de dificuldade para falar ou fraqueza em um braço, procure um pronto atendimento ou ligue para o SAMU, 192, pois pode ter causa neurológica.
O que muda o custo e a cobertura
Não publicamos valores, porque a diferença entre as opções é grande. O que costuma influenciar:
- se é retirada do cálculo pela boca, parotidectomia superficial, parcial ou total, ou retirada da submandibular;
- exames de imagem, monitorização do nervo e análise do material retirado;
- o hospital, o tempo de internação e a equipe de anestesia;
- atendimento por convênio ou particular.
O Dr. João atende pela Unimed Florianópolis, e a equipe orienta sobre a autorização do procedimento. Para outros planos, e para atendimento particular com pedido de reembolso ao plano, a secretária explica o caminho no momento do agendamento.
Atendimento: Hospital da Unimed Grande Florianópolis, R. Manoel Loureiro, 1909, Barreiros, São José, SC.
Perguntas frequentes sobre parótida e glândulas salivares
Qual médico cuida da parótida e das glândulas salivares?
O cirurgião de cabeça e pescoço avalia e opera as doenças das glândulas salivares. Em alguns casos, o otorrinolaringologista e o dentista também participam do diagnóstico.
Todo caroço na frente da orelha é da parótida?
Não. Pode ser linfonodo, cisto de pele ou outro tipo de nódulo. O exame físico e a imagem mostram a origem, e isso muda a conduta.
Tumor de parótida é câncer?
Na maior parte dos casos o tumor é benigno, mas existem tumores malignos, e nem sempre a punção diferencia os dois. Por isso a investigação completa e a análise do material retirado são importantes.
Meu rosto pode ficar torto depois da cirurgia de parótida?
A fraqueza do nervo facial é um risco real. Ela costuma ser temporária, e a perda definitiva é incomum. O nervo é identificado e protegido durante a operação, e o risco do seu caso é explicado antes de decidir.
Quanto tempo dura a cirurgia e a internação?
Depende da extensão. A retirada do cálculo pela boca costuma ser mais curta e com alta no mesmo dia. Na parotidectomia, a internação costuma ser de 1 a 2 dias. O tempo previsto para o seu caso é informado no planejamento.
O cálculo salivar é grave? Ele sai sozinho?
Em geral não é grave, mas incomoda e pode infeccionar. Cálculos pequenos podem sair com hidratação, massagem e estímulo da saliva. Quando o inchaço se repete, a pedra é maior ou há infecção, é preciso avaliar com exames e considerar tratamento cirúrgico.
Sem a glândula submandibular, fico com a boca seca?
Em geral, não. A saliva é produzida por várias glândulas, e as demais continuam funcionando.
A Unimed cobre a cirurgia de glândula salivar?
O Dr. João atende pela Unimed Florianópolis. A cobertura do procedimento depende do seu plano e da autorização do convênio, e a equipe orienta esse trâmite. Para outros planos ou atendimento particular, a informação é dada no agendamento.
Dr. João Henrique Cunha Villela
Médico cirurgião de cabeça e pescoço · CRM-SC 17443 · RQE 16635
Cirurgião de cabeça e pescoço, trata doenças das glândulas salivares, de cálculos e infecções de repetição até tumores da parótida, e opera quando há indicação. Atende pela Unimed Florianópolis no Hospital da Unimed Grande Florianópolis, em São José.
Fontes de referência
- Instituto Nacional de Câncer (INCA): informações sobre câncer de cabeça e pescoço e tumores de glândulas salivares.
- National Comprehensive Cancer Network (NCCN): Guidelines for Head and Neck Cancers, seção de tumores de glândulas salivares.
- Marchal F, Dulguerov P. Sialolithiasis management: the state of the art. Archives of Otolaryngology, Head and Neck Surgery, 2003.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço: material educativo sobre doenças das glândulas salivares.
Notou um caroço na lateral do rosto ou um inchaço que volta ao comer?
Mande uma mensagem. A equipe orienta sobre o agendamento, os exames de imagem que costumam ajudar e o atendimento pela Unimed Florianópolis.
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